CES 2018 – O ano da Inteligência Assistente

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A 51ª edição da Consumer Electronics Show (CES), maior feira do mundo do setor, realizada em Las Vegas (EUA) de 9 a 12 de janeiro, trouxe menos novidades do que o prometido e ainda por cima ficou sem energia por duas horas na manhã de quarta-feira (10), afetando a agenda dos exibidores e passando uma imagem (errônea) que a tecnologia é instável.

 

Mais uma vez , as novidades ficaram por conta da “Internet das coisas”. Os lançamentos, para especialistas, foram “repeteco” da edição do ano passado.

 

Há cinco décadas, o evento serve como termômetro das grandes novidades da tecnologia que serão anunciadas ao longo do ano. Em 2018, além de computadores, TVs e aparelhos de som, categorias de produtos tradicionais na feira de Las Vegas, a CES trouxe novidades na área de casa conectada, carros autônomos e inteligência artificial, mostrando como a tecnologia tem se expandido por diferentes setores nos últimos anos.

 

As “casas inteligentes” – junto com os robôs – tiveram grande destaque na CES 2018.  Geladeiras, máquinas de lavar e aparelhos de ar condicionado sempre estiveram presentes na CES. Neste ano, com o crescimento da inteligência artificial e dos assistentes de voz – em especial, a Alexa, da Amazon, que faz bastante sucesso nos EUA -, os dispositivos ganharam status de “astros”.

 

Na briga entre os assistentes de voz, o Google Assistant agora equipa uma nova tela inteligente da Lenovo. Com essa ferramenta de apoio, os usuários podem ter informações atualizadas sobre o clima, o trânsito e encontrar estabelecimentos comerciais, além de várias outras funções de entretenimento.

 

A Samsung não economizou recursos para causar impacto em vários segmentos de mercado. Além da já conhecida disputa QLED x OLED , a empresa parece decidida a mostrar que domina todas as áreas da tecnologia de consumo. Os TVs são apenas uma face – a mais vistosa – da estratégia do grupo para este ano.

 

Dois modelos, em particular, estão atraindo os visitantes da Feira, ambos exibidos como os primeiros capazes de reproduzir imagens em resolução 8K, que em número de pixels equivale a quatro vezes a resolução 4K (16 vezes a Full-HD). O que chama mais atenção é um gigante de 146 polegadas, com aproximadamente 3m20 de largura por 1m90 de altura. E montado numa parede (foto), para justificar o apelido “The Wall”.

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Esse é também o primeiro TV dotado de recursos AI (Inteligência Artificial, na sigla em inglês), conforme descreveu JH Han, presidente da divisão de displays da Samsung, durante a apresentação à imprensa. “As telas não precisam mais ficar restritas ao tamanho”, disse ele. “Ao contrário, devem ser capazes de se integrar a qualquer espaço”.

 

A Moen apresentou  uma nova versão do seu chuveiro inteligente conhecido como “U by Moen Smart Shower”. O novo dispositivo tem essencialmente as mesmas capacidades técnicas do anterior, mas agora ele terá integração com a Alexa, da Amazon, e a Siri, da Apple. Com isso, os usuários poderão ligar, desligar, programar, ajustar perfis de usuários e mudar a temperatura do chuveiro através de comandos de voz. Será possível, inclusive, pedir para o equipamento preparar a água com antecedência, a fim de economizar água até você aparecer para tomar banho de fato.

 

Já a GE lançou um tablet de 27 polegadas sensível ao toque acoplado ao tradicional exaustor de fogões e criado para servir como central dos dispositivos inteligentes em casas conectadas. O Familly Hub exibe opções de controles de dispositivos inteligentes, vídeo de câmeras de segurança conectadas à Internet, chamadas de vídeo, opções de receitas online, além de monitorar as atividades do fogão.

 

Os carros autônomos foram o grande tema da CES em 2016, e dominaram as manchetes de tecnologia durante todo o ano de 2017. Neste ano, mais uma vez, as grandes montadoras – GM, Ford, Toyota, Hyundai – estiveram presentes no evento para mostrar que estamos cada vez mais perto de ver veículos sem motorista rodando pelas ruas do mundo.

 

Além disso, foram apresentadas ideias interessantes sobre o futuro da mobilidade: no ano passado, a Toyota apresentou o Concept-i, um carro-conceito que não só dirigiria sozinho, mas também conversaria com o usuário e checaria suas emoções. Para este ano, a japonesa mostrou mais detalhes sobre o modelo. Outra surpresa veio da Nissan, que aposta numa tecnologia chamada “brain to vehicle” (cérebro para o veículo), conectando o cérebro do motorista diretamente ao carro. A ideia é que, com a funcionalidade, o carro reaja mais rapidamente do que com a ação direta do motorista e possa evitar acidentes.

 

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O foco na emoções também está nos assistentes virtuais e nos robôs “humanizados”.

 

Os novos robôs ‘emocionais’, que buscam ler sentimentos humanos, foram destaque na CES. O robô Forpheus, por exemplo, faz mais do que jogar uma partida de tênis de mesa: ele pode ler a linguagem corporal do seu oponente para avaliar sua capacidade, oferecer conselhos e encorajá-lo. “Ele tentará entender o seu humor e sua habilidade de jogar e prever um pouco sua próxima jogada”, disse Keith Kersten, da Omron Automation, com sede no Japão, que desenvolveu o Forpheus para mostrar sua tecnologia.

 

O Forpheus é um dos vários dispositivos apresentados na CES que destacam como os robôs podem se tornar mais parecidos com os humanos ao adquirir “inteligência emocional” e empatia.

 

A Honda, a gigante japonesa dos automóveis, lançou um novo programa de robótica intitulado Empower, Experience, Empathy, incluindo o seu novo robô 3E-A18, que “mostra compaixão com os humanos com uma variedade de expressões faciais”, de acordo com uma declaração.

 

Outros robôs, como o Sanbot da Qihan Technology e o Pepper da SoftBank Robotics, estão sendo “humanizados”, ao serem ensinados a ler e reagir aos estados emocionais das pessoas. Pepper é “capaz de interpretar um sorriso, uma cara feia, seu tom de voz, bem como o campo lexical que você usa e a linguagem não verbal, como o ângulo de sua cabeça”, de acordo com a SoftBank.

 

O Somnox, por exemplo, um robô-travesseiro que simula a presença de outra pessoa na cama, com uma vibração que parece com alguém respirando. Ele também medita e canta canções de ninar.

 

Não foram só as pequenas empresas que deram asas à imaginação. A LG usou sua apresentação para demonstrar um conceito de robô que pode ser usado como carrinho de supermercado ou como garçom em um restaurante, e mostrou uma dupla de lavadora e secadora de roupas que conversa entre si.

 

Outros robôs, com utilidade mais promissora, são acompanhantes para idosos e doentes. Um sucesso entre o público foi o pato robótico da Aflac (“My Special Alfac Duck”), que faz companhia para crianças com câncer e tira dúvidas sobre a doença.

 

Há ao menos três edições, a feira se concentra mais em Internet das coisas do que em inovações em celulares e computadores. “Esse é um evento de conectividade, não mais de tecnologia”, diz Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm na América Latina.

 

A conhecida robô Sophia chamou a atenção por ter ganhado pernas que se movimentam. O rosto de Sophia foi feito com material que imita a pele humana e ela é considerada o robô com a melhor interação com os seres humanos, com 62 expressões faciais. Os criadores dizem que ela tem capacidade de aprender. Entre suas habilidades, a robô consegue identificar o olho da pessoa com quem está conversando e olhar diretamente nos olhos enquanto fala. Sophia consegue conversar com bastante naturalidade. Desde que foi lançada, ela já “concedeu” diversas entrevistas. Em uma delas, revelou que queria ter filhos, família e que gostaria de acabar com a humanidade. Em seguida, a robô emendou dizendo que tratava-se de uma brincadeira.

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Fonte: JCNET

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