Comando por Voz é o futuro da Automação?

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Antes do ano 2000, o reconhecimento de voz e a capacidade de ditado estavam apenas começando a entrar no mundo da tecnologia do consumidor. Empresas como a Microsoft, que adquiriram a firma de reconhecimento de voz Entropic em 1999, estavam testando como integrar a tecnologia de voz com internet, busca, telefones, comércio eletrônico e outros dispositivos.

Dezoito anos depois, 41 por cento dos adultos e 55 por cento dos adolescentes estão usando a busca por voz em seu dispositivo móvel várias vezes por dia, de acordo com um  estudo do Google .

A tecnologia de comando de voz não é perfeita, mas avançamos muito.

Ainda é frustrante quando pergunto a Siri, o assistente virtual da Apple, para me levar na Vila Madalena e acabo na Vila Mariana, pff.

Deixando as frustrações de lado, o consumidor precisa prestar atenção a essa tendência. À medida que mais pessoas se acostumam a assistentes ativados por voz, como o Siri da Apple ou a Cortana da Microsoft, e até mesmo favorecem a comunicação prática, é questão de tempo até essa interface se integrar na automação residencial.

 

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A Amazon foi a primeira companhia a lançar um alto-falante inteligente, em novembro de 2014. Hoje, ela domina uma fatia de 70,6% do mercado norte-americano no segmento. Inicialmente, havia o só Amazon Echo e Echo Dot, aparelhos cilíndricos equipados com a assistente pessoal da empresa, a Alexa. Com ele, é possível dar comando de voz para tocar música, pedir um carro e controlar equipamentos inteligentes da casa. Hoje, o Echo sai por US$ 179 nos Estados Unidos.

Por enquanto é o tipo de brinquedo que muito pouca gente tem. Não por serem caros — custam bem menos do que um smartphone de ponta —, mas porque sua utilidade não é lá muito clara para a maioria. Em geral, quem os têm usa como um aparelho de som ativado por voz. Mas isso deve mudar no final do ano, quando o Home Pod chegar às lojas. É a versão da Apple — e a Apple tem dessas coisas: só por carregar a maçã branca já forma filas, ganha foto nas primeiras páginas, vira assunto no Facebook.

Estas torrezinhas prometem ser o início das casas inteligentes. São o centro da automação residencial. No futuro, pediremos a estes aparelhos que liguem o ar-condicionado, disparem a TV já no canal de Game of Thrones ou que façam a cama. Um pouco disso já é possível.

O primeiro passo foi fazer a tecnologia compreender a voz humana. A lógica é simples. Há uma palavra ou expressão chave que desperta o assistente. Daí se dá um comando. Para a Apple, a palavra chave é ‘Siri’. E o iPhone acorda ciente de que ouvirá um pedido. No Android, ‘Ok, Google’. No mundo da Amazon, ‘Alexa’. Estamos na segunda geração, e um arsenal mais ou menos vasto de comandos já existe. Ok, Google, play Yellow Submarine, faz a torrezinha branca e cinza acessar o Spotify e disparar a música. Ele não entende linguagem natural ainda. É preciso saber como pedir. O sistema é esperto o suficiente para entender algumas variações do comando, mas não muitas.

 

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A interface de automação Savant saiu na frente e lançou no ano passado um Controle com microfone que permite diverso comando por voz. Mas ainda não abandonou a tela de apoio, criando um novo dispositivo, o WALLY. A tela de 5.5” e 8”,  substituem com vantagem os iPads usados anteriormente como interface Savant. Não esquentam, são mais baratos que os painéis tradicionais e acionados de modo intuitivo: algumas funções nem exigem toque na tela, basta aproximar a mão. “A partir de agora, veremos mais produtos com essa característica, comandados por sensor de presença ou comando de voz” – disse Henry Lua, diretor da Audiogene.

Enquanto a caixinha de som serve para tocar música ou dizer a previsão do tempo, não há diferença entre Google e Amazon. Na hora de centralizar a casa inteligente, muda. A Amazon é simples e intuitiva, as conexões são fáceis. Mas ligar o Google Home aos outros aparelhos dá trabalho e, de tempos em tempos, ele se esquece. É preciso reprogramar tudo de novo.

Há também a questão da língua. Ambos se dão bem com sotaques, mas, por enquanto, só falam inglês. Na última semana, o Google soltou seu assistente de voz para português brasileiro. Funciona no smartphone, mas o Google Home segue monoglota. A Amazon não sugere qualquer plano de deixar o inglês.

Crianças embarcam fácil na diversão. Mas, no cotidiano adulto, há um quê de artificial. A conversa na sala é na língua da gente e aí, quando queremos mudar a luz ou a música, é preciso falar inglês. Não é natural ficar mudando de língua. Assim, fora dos EUA, essas máquinas ainda não se integram de forma tão harmônica no dia a dia.

 

Fontes: http://revistahometheater.uol.com.br/portal/2017/07/21/audiogene-cria-programa-de-parcerias-para-sistemas-savant/  e http://link.estadao.com.br/noticias/geral,a-casa-do-futuro-chegou,70001949501

 

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