
Em vários países, o consumo de itens de automação residencial aumentou expressivamente durante a pandemia. É o que revela pesquisa divulgada pela consultoria ABI Research, comparando dados dos últimos meses com os de 2019.
A estimativa é de que, ao final do ano, os gastos com produtos para Smart Home em todo o mundo terão aumentado 4% em relação ao ano passado, atingindo a marca de US$ 85 bilhões. No entanto, esse valor ainda é inferior ao que se previa no começo do ano, antes da COVID-19, quando se estimava expansão de 21% chegando a US$ 99 milhões.
Segundo a ABI, vários fatores influíram nesse resultado: incertezas econômicas, restrições ao consumo em lojas físicas, dificuldade para visitas técnicas nas residências, interrupção no fornecimento de peças e na entrega dos produtos. Porém, os pesquisadores informaram que a maior parte desses problemas já está sendo superada.
“Smart Home já tem um valor considerável para as pessoas e será cada vez mais importante em seus hábitos de consumo”, explica Jonathan Collins, diretor de pesquisas da ABI. “Da mesma forma que a COVID impactou as vendas este ano, a longo prazo essa experiência servirá para alavancar o mercado de automação”.
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De forma simplificada, podemos definir uma smart home como uma casa capaz de realizar diferentes tarefas por meio de uma conexão com a internet. Assim, os moradores têm, à disposição, uma série de serviços e comodidades que podem ser gerenciados a distância.
Essas funções podem ser controladas de forma remota, por meio de um tablet ou smartphone. As tarefas também podem ser pré-agendadas para execução em um momento específico.
Além disso, funções podem ser programadas de forma a gerenciar automaticamente recursos ou serviços.
Imagine que, após um dia de trabalho, ainda no caminho de casa, você possa definir o a temperatura do ambiente, acender o jardim e abrir o portão utilizando apenas o seu celular. Essa comodidade faz parte da concepção das smart homes.

FONTE: ABI Research



